Análise dos casos de HIV registrados no cenário brasileiro / Analysis of HIV cases registered in the brazilian scenario

Authors

  • Aleixa Nogueira de Freitas
  • Bruna Gabrielle Rego Pereira
  • Carlos Eduardo Branches de Mesquita
  • Danilo da Silva Patrício
  • Layze Carvalho Borges
  • Marissol Rabelo de Almeida
  • William Rafael de Farias Silva
  • Nádia Vicência do Nascimento Martins

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-233

Keywords:

HIV, Saúde Coletiva, Vulnerabilidade.

Abstract

INTRODUÇÃO: A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) persiste sendo um grave problema de Saúde Pública em todo o mundo. De acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (UNAIDS), em 2018, havia quase 38 milhões de pessoas vivendo com o HIV no mundo, resultando em 770 mil mortes. Nesse contexto, a caracterização da população mais afetada é fundamental para o direcionamento de políticas públicas de controle, bem como para o conhecimento do panorama nacional. OBJETIVO: Analisar os dados dos casos de HIV notificados segundo sexo, faixa etária, escolaridade, raça/cor e tipo de exposição no Brasil e comparar as taxas de detecção de infecção e coeficiente de mortalidade entre as regiões brasileiras. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa de caráter transversal retrospectivo e de levantamento estatístico com abordagem quantitativa. A pesquisa analisou os dados de HIV obtidos nos boletins epidemiológicos disponibilizados pelo Ministério da Saúde no período de 2015 a 2018. RESULTADOS: Durante os anos de 2015 a 2018 foram registrados 168.195 casos de HIV, sendo 120.034 (71,36%) no sexo masculino, 48.129 (28,61%) no sexo feminino, sendo a faixa etária de 20 a 29 anos (37,76%) a mais acometida. Quanto a escolaridade a maior prevalência foi registrada para o ensino médio completo (14,6%) seguido de ensino médio incompleto (14,23%). Em relação a raça/cor, 42,22% se autodeclararam pardos e 37,91% brancos. O tipo de exposição mais prevalente em homens com 13 anos de idade ou mais foi a sexual, sendo a orientação sexual de maior registro a homossexual com 45,30%, seguida da heterossexual com 30,43%. Entre as mulheres, a exposição sexual destaca-se como mais prevalente, sendo a heterossexual com 86,35% dos casos. As taxas de detecção nas regiões Sul e Sudeste apresentam tendência de queda, enquanto a região Norte apresentou tendência de crescimento. O coeficiente de mortalidade por causa básica HIV em âmbito nacional diminuiu de 5,3 para 4,4 mortes por 100 mil habitantes entre 2015 e 2018, respectivamente. As regiões brasileiras ganham destaque por registro abaixo do índice, com exceção da região norte e sul que, apesar de diminuir o coeficiente em relação a 2015, continuam acima do coeficiente nacional. CONCLUSÃO: O aumento da taxa de detecção nas regiões Norte e Nordeste pode estar correlacionado com a melhora das políticas públicas de combate ao HIV nas áreas mais remotas do país. No entanto, o crescimento da taxa de mortalidade por causa básica HIV nesses lugares pode significar uma carência no que tange o acompanhamento destes pacientes, para evitar a não adesão ao tratamento e consequentemente o aumento no número de mortes, em contrapartida esta razão pode ser justificada pela notificação dos óbitos ocorridos de forma mais eficaz e monitorada, assim, vale destacar a importância da vigilância epidemiológica dos casos de HIV destacado neste e em estudos futuros voltado para esta temática.

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Published

08/13/2020

How to Cite

FREITAS, A. N. de; PEREIRA, B. G. R.; MESQUITA, C. E. B. de; PATRÍCIO, D. da S.; BORGES, L. C.; ALMEIDA, M. R. de; SILVA, W. R. de F.; MARTINS, N. V. do N. Análise dos casos de HIV registrados no cenário brasileiro / Analysis of HIV cases registered in the brazilian scenario. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 10054–10069, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n4-233. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/14720. Acesso em: 18 oct. 2026.

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