Critérios de confirmação e evolução da paralisia flácida aguda no Brasil de 2014 a 2018 / Confirmation criteria and evolution of acute flaccid paralysis in Brazil from 2014 to 2018

Authors

  • Iza Luana de Oliveira Trajano
  • Larissa Chaves de Carvalho
  • Mirella Fontenele de Castro
  • Ademar Felipe de Carvalho Mota e Sá
  • Myrian Alves Linhares
  • Raimundo Nonato Martins Fonseca
  • Deocleciano Vespúcio Marques Júnior
  • Consuelo Penha Castro Marques

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-187

Keywords:

força muscular, poliomielite, vigilância epidemiológica.

Abstract

Este estudo investigou os critérios de confirmação e evolução da paralisia flácida aguda (PFA) no Brasil, entre o período de 2014 e 2018. Trata-se de estudo epidemiológico, de série temporal, utilizando para análise estatística a estatística descritiva e Teste de Correlação de Pearson, considerando-se como significância p-valor<0.05. Foram notificados 2460 casos de PFA, com mediana de 492 casos notificados de 1° sintoma, média 492 (±17,65), houve correlação estatisticamente significante entre os anos em estudo (p<0.05). Quanto aos critérios de confirmação, predominou o critério laboratorial: 68,13% dos casos, seguido por critério de evolução: 14,71% dos casos. Encontrou-se casos Ignorados/brancos(média 42,8±25,11), laboratório(média 335,2±225,6), critério de confirmação clínico-epidemiológico (média 37,2±35,8), perda de seguimento(1,8±2,2), óbito(média2,6±2,2), evolução(média72,4±69,0), houve correlação estatisticamente significante para ignorado/branco e: clínico-epidemiológico (r=0.90 e p=0.040); óbito (r=0.09 e p=0.006); evolução(r=0.95 e p=0.013) e para óbito: evolução (r=0.99 e p=0.002). Quanto à evolução, 53,41% dos casos evoluíram para cura sem sequela, 22,60% para cura com sequela e 1,7% para óbito. Casos ignorado/branco(média 109,6±24,58); cura com sequela(média 111,2±23,19); cura sem sequela(média 262,8±20,6); óbitos por outra causa(média 8,4±1,52), sem correlação estatisticamente significante entre as variáveis(p>0.05). Observou-se que no Brasil existe uma vigilância epidemiológica rigorosa, no que se refere à PFA, no entanto, a escassez de estudos sobre o tema nos remete à necessidade de ampliação dos estudos sobre as PFAs em nosso país Brasil para que os conhecimentos advindos, promovam melhorias no rastreio, diagnóstico e controle contínuo destas doenças no Brasil.

 

 

References

BRASIL. Ministério da saúde. Instrutivo para preenchimento da ficha de notificação/investigação individual de PFA/poliomielite no Sistema de Informações de Agravo de Notificação. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. 6 p. Disponível em:http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/PFA-Poliomielite/PFA_v5_instr.pdf. Acesso em: 04 jul. 2020.

BRASIL. Ministério da saúde. Poliomielielite/paralisia flácida aguda: situação epidemiológica – dados. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [S.D]. Disponível em https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/poliomielite/11425-situacao-epidemiologica- dados. Acessado em: 04 jul. 2020.

BRASIL. Ministério da saúde. Roteiro para uso do sinan net, análise da qualidade da base de dados e cálculo de indicadores epidemiológicos e operacionais pfa / poliomielite. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2008. 6 p. Disponível em: http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/Caderno-de-analise- PFA.pdf.Acessado em: 04 jul. 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z. Poliomielite. Situação Epidemiológica

– Dados. Brasília, 2020. Disponível em:(https://www.saude.gov.br/saude-de-a- z/poliomielite/11425-situacao-epidemiologica-dados)

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. –

ed. atual. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 773 p. Disponível em: http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp- content/uploads/sites/25/2016/08/Manual_de_Vigilancia_em_Saude_ago2016.pdf Acesso em: 04 jul. 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Informe Técnico Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Contra o Sarampo. Brasília, 2018. Disponível em: https://sbim.org.br/images/files/informe- campanha-polio-e-sarampo-03072018-final-cgpni.pdf . Acessado em 28 jun. de 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.Coordenação de Vigilância das Doenças de Transmissão Respiratórias e Imunopreveníveis. Paralisias Flácidas Agudas. Brasília, 2013. Disponível em: http://siteantigo.suvisa.ba.gov.br/sites/default/files/vigilancia_epidemiologica/imunopr eveniveis/arquivo/2013/05/23/avalia%C3%A7%C3%A3o%20neurol%C3%B3gica%2 0ORIGINAL.pdf. Acessado em: 02 jul. 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica. – 7. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 816 p.Disponível

em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidemiologica_7ed.pdf. Acesso em: 05 jul. 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. SINAN Dados Complementares do Caso 32 Data da Investigação Antecedentes Epidemiológicos FICHA DE INVESTIGAÇÃO

PARALISIA FLÁCIDA AGUDA / POLIOMIELITE. Brasília, 2009. Disponível em: http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/PFA- Poliomielite/PFA_v5.pdf) . Acessado em: 26 jun. 2020.

FRED, João; KITAGAWA, Beatriz Yuko; OLIVEIRA, Sílvia Silva de. Avaliação do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Poliomielite e Paralisias Flácidas Agudas no estado de São Paulo, 2008. BEPA. Boletim Epidemiológico Paulista (Online), v. 8, n. 86, p. 04-18, 2011. Disponível em: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806- 42722011000200001&lng=p&nrm=iso&tlng=pt. Acessado em: 04 jul. 2020.

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL. Secretaria da saúde do distrito federal. Subsecretaria de vigilância das paralisias flácidas e agudas. Informativo epidemiológico, Brasília, set. 2019. Disponível em: http://www.saude.df.gov.br/wp- conteudo/uploads/2020/02/INFORMATIVO_PFA_PUB.pdf Acessado em: 03 jul. 2020.

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA. Secretaria da saúde estadual da Bahia. Vigilância das paralisias flácidas e agudas. Boletim epidemiológico, Salvador, n. 2, 2019. Disponível em: http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/2019- Boletim-Epidemiol%C3%B3gico-Paralisia-Fl%C3%A1cidas-Agudas-n.-02.pdf. Acessado em: 05 jul. 2020.

LAGUARDIA, Josué; PENNA, Maria Lúcia. Definição de caso e vigilância epidemiológica. Inf. Epidemiol. Sus, Brasília , v. 8, n. 4, p. 63-66, dez. 1999. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 16731999000400005&lng=pt&nrm=iso. http://dx.doi.org/10.5123/S0104-1673. Acessado em: 06 jul. 2020.

SILVA, Sara Jany Medeiros da. A vigilância da poliomielite: paralisias flácidas agudas. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 58, n. 1, p. 110-111, 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/reben/v58n1/a22.pdf. Acessado em: 20 jun. 2020.

AYUKEKBONG, James A.; BERGSTRÖM, Tomas. Polio will go, acute flaccid paralysis will stay. The Lancet, v. 383, n. 9936, p. 2209-2210, 2014

Published

07/29/2020

How to Cite

OLIVEIRA TRAJANO, I. L. de; DE CARVALHO, L. C.; DE CASTRO, M. F.; E SÁ, A. F. de C. M.; LINHARES, M. A.; MARTINS FONSECA, R. N.; MARQUES JÚNIOR, D. V.; CASTRO MARQUES, C. P. Critérios de confirmação e evolução da paralisia flácida aguda no Brasil de 2014 a 2018 / Confirmation criteria and evolution of acute flaccid paralysis in Brazil from 2014 to 2018. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 9501–9512, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n4-187. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/14067. Acesso em: 19 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers