Grau de incapacidade física em pacientes hansenicos em um centro de referência/Degree of physical disability in hansenic patients in a reference center
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-163Keywords:
Hanseníase, Incapacidades físicasAbstract
A hanseníase é uma doença crônica infectocontagiosa com potencial de causar lesões neurais e incapacidades físicas. Essa doença ainda se configura como um problema de saúde pública no Brasil, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dentro da região Norte, o estado do Pará se destaca historicamente pelo status de hiperendemicidade ou muito alta endemicidade para o agravo em questão. Sendo assim, o presente estudo objetivou analisar a os graus de incapacidade física (GIF) 0, 1 e 2 em pacientes com hanseníase atendidos no Centro Saúde Escola do Marco e analisar os dados epidemiológicos dos pacientes atendidos de 2009 a 2018 no referido serviço. Para isso, foi realizado um estudo longitudinal, retrospectivo, unicêntrico, a partir da análise de 346 prontuários, correspondentes à totalidade de pacientes cadastrados no programa de atendimento à hanseníase no Centro de Saúde Escola do Marco, Belém – Pará, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2018. Encontrou-se predominância do sexo masculino (55%) e da forma multibacilar (61%) na casuística. Quanto ao grau de incapacidade, verificou-se que no momento de diagnóstico, houve predominância do grau 0 (62,1%), seguido do grau 1 (23,11%). Já no momento de alta verificou-se que 76,6% dos pacientes não possuíam informações acerca do grau de incapacidade. Esta carência de avaliação ao longo do tratamento e ao seu fim evidencia a necessidade constante de realização de treinamentos para as equipes de saúde, bem como a sensibilização dos profissionais para a realização do exame neurológico simplificado. Dessa forma, mais pesquisas devem ser executadas para dimensionar o nível de acometimento e incapacidade de hanseníase na população, para que estes dados possam se converter em estratégias de controle da doença e fomentar políticas públicas de saúde efetivas, bem como estimular o diagnóstico precoce com intuito de reduzir o número de pacientes que evoluem com alto grau de incapacidade.
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