Impactos da hesitação vacinal na epidemiologia do sarampo/ Impacts of vacinal hesitation on measurement epidemiology

Authors

  • Maria Tereza Nogueira Fonseca e Souza
  • Kamila Castro Oliveira Camargos
  • Marcela Rêda Guimarães
  • Mariana Rodrigues de Oliveira Neves
  • Cíntia Fontes Alves

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-100

Keywords:

Sarampo, Surto, Recusa de Vacinação, Infecção, Cobertura Vacinal .

Abstract

O sarampo é uma infecção altamente contagiosa causada pelo vírus Measles morbillivirus. A transmissão ocorre por vias aéreas e os principais sintomas são febre, tosse, coriza, congestão nasal e mal-estar. Em 3 a 5 dias, pode também surgir exantema abrangendo todo corpo. A profilaxia para o sarampo é a vacinação, que é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 1990, a cobertura vacinal contra o sarampo estava acima de 95%, porém, a partir de 2016, observou-se queda nas taxas de vacinação, com declínio de 10 a 20 pontos percentuais, levando a perda da certificação de erradicação do sarampo concedida ao Brasil em 2013 pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O objetivo deste trabalho é realizar uma análise das campanhas de vacinação do sarampo para compreender o que levou ao surto dessa afecção em 2019, bem como discutir as implicações da hesitação vacinal na epidemiologia da mesma. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica sobre hesitação vacinal e epidemia de sarampo nas bases de dados BvS e PubMed, além de análise de dados disponibilizados pelo DataSUS sobre abrangência da campanha de vacinação contra o sarampo e informes epidemiológicos do Ministério da Saúde. O aumento das notificações dessa virose teve início em 2013. No período de 2013 a 2015 foram registrados 1.310 casos de sarampo no Ceará e Pernambuco. Em 2017, a cobertura da vacinação no Brasil foi de 84,9% na primeira dose e de 71,5% na segunda, índice inferior a meta de 95% preconizada pelo Programa Nacional de Imunizações. Em 2018, nos estados Amazonas e Roraima, mais de 1500 casos foram notificados e, em janeiro de 2019, foram confirmados 4.776 casos no país. Diante desses números, uma importante hipótese para o declínio da vacinação é a hesitação vacinal, nomenclatura reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2012, dada a importância do fenômeno. Ainda não há muitas publicações sobre hesitação vacinal e epidemia de sarampo no Brasil, porém a hipótese já é considerada pela Fiocruz e por comunicados do Ministério da Saúde a respeito de notícias falsas contrárias a vacinação. O fenômeno já teve relevância reconhecida no surto de sarampo ocorrido em 2000 nos EUA, onde a desconfiança de parte da população acerca dos benefícios da vacinação contribuiu para o ressurgimento da virose. Dessa forma, questiona-se se o atual surto de sarampo no Brasil se relaciona com a hesitação vacinal.

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Published

07/17/2020

How to Cite

SOUZA, M. T. N. F. e; CAMARGOS, K. C. O.; GUIMARÃES, M. R.; NEVES, M. R. de O.; ALVES, C. F. Impactos da hesitação vacinal na epidemiologia do sarampo/ Impacts of vacinal hesitation on measurement epidemiology. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 8488–8490, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n4-100. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/13369. Acesso em: 18 oct. 2026.

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