A rigidez do Sistema de Metas de Inflação na economia brasileira e suas consequências na pandemia de COVID-19: uma perspectiva Keynesiana
DOI:
https://doi.org/10.34115/basrv9n2-003Keywords:
pandemia de COVID-19, Banco Central do Brasil, política monetáriaAbstract
Este artigo objetiva analisar a gestão da taxa de juros pelo Banco Central do Brasil (Bacen) durante a pandemia de COVID-19 (2020 a 2022) sob a ótica do Sistema de Metas de Inflação, comparando a postura da autoridade monetária com as ideias propostas por Keynes em suas principais obras. Portanto, é analisada a postura do Bacen frente a crise da pandemia, levando em consideração as ações de enfrentamento da crescente inflação e como o aumento substancial da taxa de juros entre 2021 e 2022 afetou a economia brasileira em termos de produto, emprego e investimento. Os resultados mostram que a redução da meta de inflação pelo Conselho Monetário Nacional deixou uma margem muito estreita para a recuperação da demanda agregada brasileira, fazendo com que o Bacen, a fim de manter a inflação na meta estabelecida, impusesse um substancial custo desinflacionário para a economia brasileira, contribuindo para a redução do investimento, do emprego e do produto, contradizendo a teoria keynesiana de gestão macroeconômicas pautada no crescimento econômico de longo prazo e pleno emprego.
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