Cenário epidemiológico da dengue no Brasil entre os anos de 2014 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.34115/basrv9n1-014Keywords:
Aedes Aegypti, Brasil, dengue, incidência, perfil epidemiológicoAbstract
Objetivos: Determinar o perfil epidemiológico da dengue no Brasil entre os anos de 2014 e 2019. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, descritivo, transversal e retrospectivo, realizado por meio da análise de dados secundários coletados do Sistema Nacional de Recursos de Agravos de Notificação (SINAN) e do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Resultados: O número total de casos notificados foi de 16.695.818, sendo 2024 o ano com maior número de casos (6.432.823). Os casos foram predominantes nas macrorregiões Sudeste e Centro-Oeste, sexo feminino (53,4%), pardos (40,8%) e critérios clínicos e epidemiológicos de confirmação (56,7%). Em relação à faixa etária, observou-se que, no período estudado, as maiores prevalências ocorreram em indivíduos entre 20 e 39 anos (32,4%). Houve diminuição da diferença de casos sorotipo de DENV-1 para DENV-2, sendo a dengue sem complicações a classificação mais prevalente (95,2%). Em relação às taxas de internação, houve pouca necessidade de internações (4%), bem como poucos óbitos por doença notificada (3.394). Conclusão: A dengue no Brasil (2014-2024) enfrenta desafios no controle, devido à urbanização e ao acúmulo de água, que favorecem a proliferação do mosquito. Pacientes com comorbidades e certas faixas etárias são mais vulneráveis a formas graves. É crucial intensificar campanhas de conscientização, eliminar criadouros e adotar protocolos de manejo adaptados localmente.
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